quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Superbowl XLIV: Uma final histórica


Neste último domingo, eu torci pelo Santos. Não o time de futebol do litoral paulista, mas o da Louisiana. Estou falando do Superbowl, a grande final do futebol americano profissional. Na partida disputada entre Indianapolis Colts e New Orleans Saints, em Miami (FL), no estádio dos Dolphins, a decisão foi cercada de conexões interessantes.
Natural de Nova Orleans, o quarterback dos Colts, Peyton Manning, fez jus à do pai – o veterano Archie, que se destacou por 13 temporadas na equipe dos Saints.  Curiosamente, o irmão mais velho de Peyton, Cooper, o único da família a não trabalhar com o esporte, ainda mora na cidade e tem como um dos melhores amigos Drew Brees, quarterback dos Saints. Brees, aliás, também tem ligações com o estado de Indiana: ele estudou na universidade de Purdue. De maneira semelhante, o treinador dos Saints, Sean Payton, iniciou a carreira de técnico noutra universidade do estado.

Bem, vamos ao jogo.

Após Carrie Underwood entoar o Star Spangled Banner, o jogo começou como a maioria dos torcedores desejavam, com posse de bola para a equipe do sudeste. Mas eles não corresponderam e deixaram o campo após três tentativas frustradas. O forte ataque de Indianápolis não perdoou e anotou um touchdown. Na sequencia, o ataque de Nova Orleans  voltou a fracassar e os Colts anotaram mais 3 pontos por meio de um Field Goal.
Já no segundo quarto, os Saints acordou e diminuiu a vantagem dos adversários para 10-3. No ataque seguinte, os Saints levaram a bola até a linha de uma jarda na 4ª descida. A um minuto do intervalo, o treinador Sean Payton resolveu ousar. Não satisfeito com apenas três pontos, ele decidiu tentar os sete. Em vão. Com uma sólida defesa, os Saints ainda tiveram uma última chance para ira os vestiários com um desvantagem de apenas quatro pontos.
Durante o show do intervalo, o The Who fez um apanhado de seus maiores sucessos.
Para começar o segundo tempo, Payton mais uma vez mostrou coragem. Ele instruiu o punter a realizar um onside kick, na tentativa de garantir ao seu time uma chance de pontuar antes que Mannning, um dos melhores QB da liga, pudesse receber a bola. O risco valeu a pena: seu time conseguiu um touchdown para assumir a liderança.
Após Indy novamente assumir a liderança, NO foi para o ataque já além da metade do último quarto. Eles conseguiram anotar um TD para recuperar a liderança por cinco pontos. Uma vez mais, Payton arriscou. Ele chamou uma conversão de dois pontos para ampliar a vantagem para sete. A princípio, a conversão não foi validada pelos juízes. Entretanto, depois de uma revisão pela tv, foi validada. 
That was the deal. Peyton Manning tinha pouco mais de quatro minutos para levar seu time ao empate. E ele caminhava bem. Quando os Colts estavam , nas palavras de Ivan Zimmerman, a pouco mais de 30 jardas do paraíso, aconteceu o lance capital do jogo. Tracey Porter, que já havia conseguido uma interceptação contra Brett Favre na final da NFC, apareceu de novo. Ele interceptou o passe destinado a Reggie Wayne e retornou por 74 jardas para mais um TD. Faltando apenas três minutos, Manning não conseguiu operar o milagre de derrubar os Saints.
Em poucas palavras, uma final histórica.  Seja pela recuperação da cidade de Nova Orleans - menos de cinco anos recuperada da tragédia do furacão Katrina -, da franquia que sempre padeceu no porão da liga, ou de Drew Bress, dado como acabado a menos de quatro anos quando operou o ombro.

Um comentário:

  1. Ae cara, gosto muito de seus textos! Não desanime, escreve mais!
    abraços

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